O maior desperdício das empresas modernas: dados não analisados.

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Qual o maior custo oculto na sua empresa?

Um questionamento difícil de responder e, mesmo com números confiáveis, às vezes é imperceptível porque pode não ser um gasto. Apesar da abundância de dados disponíveis, tratados e apresentados, pode haver escassez de compreensão.

Sem uma camada de análise crítica nos dados, é possível que este cenário não se altere, tornando-se crítico com o passar do tempo.

Muitas organizações sofrem do que chamamos de Dark Data: dados que são coletados e processados, mas que permanecem esquecidos em servidores sem nunca serem transformados em conhecimento.

Esse “silêncio analítico” pode travar a organização e gerar uma falsa impressão de segurança estratégica de dados. A otimização da performance da organização e sinais de alerta do mercado são desperdiçados por falta de visão holística e interpretação.

A eficiência de uma estratégia de dados não é medida pelo volume de captura, mas pela taxa de conversão de dados em ações. Uma ação bem executada hoje é mais importante do que um relatório perfeito entregue daqui a um mês.

O risco ocorre quando a empresa prioriza a “arquitetura de armazenamento” em detrimento da “arquitetura de resposta”. Para eliminar esse gap, a análise deve ser integrada ao fluxo de trabalho diário, transformando o dado em um subsídio em tempo real para a linha de frente.

Dados não analisados ou, pior, sem uma curadoria eficaz nos mínimos detalhes são chances desperdiçadas em forma de bits que se traduzem em perda de capital.

No cenário competitivo atual, a inteligência de negócios não é sobre quem tem mais informação, mas sobre quem tem o menor desperdício intelectual.

Se o dado entra na sua empresa e não gera uma mudança de comportamento, ele é apenas um custo de infraestrutura.

Quantos insights valiosos estão “esquecidos” nos servidores da sua empresa neste exato momento?

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A maioria das empresas coleta dados. Poucas tomam decisões com eles.

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Coletar dados é engenharia. Decidir com eles é gestão.

Atualmente, possuir um grande volume de dados armazenado tornou-se a regra nas empresas com o objetivo de transformá-los em ativos valiosos; no entanto, ter a matéria-prima, mas não saber como extrair valor e tomar decisões, é comparável a estocar ingredientes e nunca cozinhar a refeição.

“Data Rich, Insight Poor” (Ricas em dados, pobres em insights). As apresentações são bem elaboradas e contam uma história do passado, mas carecem de estratégia e clareza quanto ao que fazer com um arquivo digital caro que engessa a operação.

Há muita diferença entre disponibilidade de dados e a sua utilização prática, devido aos processos intrínsecos para chegar ao resultado que envolve técnica (coleta, limpeza, etc.) e a decisão que ocorrerá após o dado estar disponível (gestão).

A verdadeira maturidade analítica ocorre quando deixamos de olhar apenas o que já aconteceu, como um “relatório de retrovisor”, e passamos a ser um motor que orienta a próxima ação, reduzindo o risco de cada movimento.

O valor do dado não está em sua precisão milimétrica, mas no poder de reduzir a incerteza. Para converter coleta em ação, é necessário usar métricas acionáveis que, se forem alteradas, obrigam-nos a tomar uma atitude em vez de métricas de vaidade que apenas massageiam o ego, mas não alteram o rumo do negócio.

Um gráfico que não gera perguntas de decisão é apenas um ruído estatístico.

Dados que não agregam valor são passivos; dados aplicados que geram resultados são ativos financeiros. Vantagens competitivas são obtidas com estratégias bem aplicadas com ciclos de retorno mais curtos: a capacidade de observar um evento, analisar o dado e responder operacionalmente com velocidade.

No fim do dia, o sucesso é medido pelo que você faz no intervalo entre a leitura do relatório e a execução da estratégia.

Sua empresa consome os dados para evoluir ou apenas os armazena por protocolo?

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Empresas orientadas por dados não confiam em opinião — confiam em evidência.

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O “achismo” é um erro fatal em qualquer operação de negócios. Em reuniões decisivas, a voz mais alta não deve ser a do cargo mais alto (o conhecido HIPPO – Highest Paid Person’s Opinion), mas sim da pessoa que expressa sua opinião baseada em dados significativos.

A estratégia da empresa não pode se basear na intuição de ninguém; do contrário, em vez de um plano, você estará fazendo uma aposta.

Ser orientado por dados não se limita a ter uma apresentação visualmente atraente em uma ferramenta. Trata-se de uma transformação cultural na qual a intuição é considerada uma hipótese, e não uma conclusão.

Empresas que conseguem escalar de forma consistente trocaram o “palpite” por experimentos controlados e evidências estatísticas verificadas.

Elas compreenderam que a complexidade do mercado não pode ser decifrada apenas pelo instinto e pela percepção interna, já que há um alto risco de decisões tendenciosas.

As evidências apresentam algo que nenhuma opinião jamais oferecerá: constância na reprodução. Quando pautamos uma decisão em dados, somos capazes de rastrear o porquê do sucesso (ou do fracasso) e repetir o processo.

A opinião torna-se ineficaz; a evidência se solidifica e torna-se patrimônio intelectual da companhia e da equipe que desenvolveu e validou o experimento. O foco deve sair da esfera do “quem está certo” para “o que os fatos determinam”.

Atualmente, a intuição pode ser considerada um bom início, mas apenas a evidência deve decidir se poderemos seguir em frente e continuar no jogo.

Quando optamos por previsibilidade e lucro, paramos de perguntar o que as pessoas acham e começamos a perguntar o que os dados provam.

Sua empresa já abandonou a cultura do palpite ou o “eu acho” ainda dita o ritmo das reuniões?

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Os desafios do aprendizado de idiomas

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Os idiomas pela sua importância no contexto global, devem ter seu aprendizado desenvolvido como objetivo prioritário, bem como, outros assuntos pertinentes ao nosso cotidiano e, por ser uma exigência no mercado de negócios, o investimento nesse sentido deve ser encarado como algo primordial para o seu sucesso na seara empresarial e social.

Pela ótica cosmopolita, que eu sustento e que me motiva no estudo de vários deles, isto nos proporciona a satisfação de conhecer diversas culturas e interagir com pessoas, o que se revela uma riqueza incomensurável, além da experiência memorável que levaremos para o resto da vida.

Eu gosto de fazer a seguinte pergunta! O que impele você a aprender um idioma? A partir daí poderemos avançar a argumentação e definir um roadmap para que durante a jornada, ele não se sinta compelido a desistir e esteja ciente que os resultados são fruto dos muitos erros cometidos no processo.

Ao final ele terá alcançado o seu intento, entretanto, se não houver comprometimento suficiente para isso, ele fracassará e a frustração será inevitável.

Uma coisa que pode atrapalhar o atingimento das metas, são as frequentes comparações e as expectativas que são idealizadas durante este período, estes dois fatores limitantes concentram um alto índice de rejeição e abalo de auto estima.

Isto resulta muitas vezes, se não for feito um acompanhamento de modo a resgatar e redirecionar a pessoa para o fluxo do aprendizado; na perda definitiva da finalidade inicial, porque o desinteresse é iminente.

Assim como a mentoria é primordial para detectar possíveis deslizes e corrigi-los durante o desenvolvimento do aprendizado, aprender a cultivar o autoconhecimento é uma habilidade extremamente importante em nossos dias e se encaixa perfeitamente em qualquer âmbito de desenvolvimento pessoal e profissional.

As descobertas propiciadas por esta habilidade vão além do uso como proteção contra o desinteresse que pode surgir ou não quando ainda não temos um olhar fixo no alvo e nossas convicções não estão bem sedimentados, assim, o surgimento de buracos negros são uma constante em todas as fases do projeto.

Para finalizar, divirtam-se antes, principalmente durante e após atingir suas metas, mantenham-se alegres e receptivos às mudanças, as pessoas e as novas descobertas porque, é assim que a vida deve ser vivida, independente dos reveses e momentos de total desespero e escuridão.

Sempre haverá uma saída inteligente e plausível e a propósito, aprenda com os erros, eles são os melhores professores, mesmo sendo extremamente rigorosos e não demonstrando nenhum remorso, mas, ao final, você agradecerá a estas oportunidades sem precedentes que contribuíram para a sua evolução.

Mentalidade ágil

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Participei de uma live em fevereiro/23 a respeito de agilidade. A apresentação da temática foi interessante por abordar assuntos relacionados a comportamentos, padrões cognitivos, foco e gestão da carreira, o que desencadeou uma interatividade natural entre os participantes.

E esta sinergia é o mote do processo da mentalidade ágil, que contribui para alcançarmos um alto desempenho e um índice de adaptabilidade rápido e eficaz, principalmente quando lideramos equipes, seja em grandes projetos ou num cenário mais enxuto em número de pessoas.

Quando analisamos o mercado atual e as exigências para performar cada vez melhor, temos a percepção de que o conceito de agilidade deixou de ser uma tendência e se transformou num ativo indispensável no perfil profissional.

As habilidades valorizadas pelo mercado com ênfase para as soft skills e destacadas com propriedade durante a imersão, sinalizam uma mudança que já vem em curso há algum tempo e apenas reforçam a máxima que “a única certeza é a mudança, independente em qual fase da vida estejamos”.

O mercado tech passa por turbulências em seu core business, o que gerou um número crescente de demissões e, apesar do cenário adverso, é uma oportunidade para avaliarmos nossa capacidade adaptativa e algumas crenças limitantes que por ventura ainda interfiram em nossas decisões na carreira.

Contudo, aplicando uma mentalidade ágil, é possível errar e corrigir rapidamente, o que caracteriza uma vantagem competitiva, tornando-nos indivíduos diferenciados e valorizados.

O pensamento fluido e perspicaz é outra característica inerente ao trabalhador 4.0 porque, além dos estímulos e ferramentas existentes no meio, hoje, existe mais colaboração para atingir metas e vencer desafios do que em qualquer era da nossa história; logo, a criação e desenvolvimento de uma mentalidade de sucesso ocorrem com mais frequência, o que é bom para a sociedade.

Por último, o mais importante nesse evento são as pessoas, aquelas que, imperativamente, devem estar sempre no centro, afinal de contas, são elas a força motriz que impulsiona as organizações e gera resultados.

Grato ao George Menezes e equipe por idealizar, viabilizar e oportunizar esse encontro ímpar; obrigado à Priscilla Reuter pelas provocações e por conduzir com clareza e maestria o assunto, extraindo por intermédio das interações o melhor da essência de cada participante.

Os benefícios da diversidade geracional para as organizações

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Há um dilema no cenário empresarial em relação à dificuldade na formação de equipes multifuncionais para suprir a demanda de trabalho e obter resultados. Isto se deve ao momento turbulento que o país atravessa em decorrência da pandemia, incertezas políticas, economia instável e o crescente descrédito do investidor estrangeiro no país.

Sem contar o êxodo da mão de obra qualificada para o exterior, seduzida pela proposta de qualidade de vida, carreira internacional e salários atraentes.

Estes e outros fatores excludentes que dificultam cada vez mais a contratação e recolocação dos quadros das corporações levaram as empresas a repensar seus modelos de negócios e a investir mais ainda em diversidade e inclusão.

Esta mudança de foco colocou em evidência um profissional que vinha sendo descartado e rotulado, devido ao etarismo e outros “ismos” que dificultam a recolocação no mercado de trabalho.

Evidentemente, esta analogia não tem base fundamentada nem comprovação científica estruturada, uma vez que a avaliação e qualidade profissional não são mensuradas pela idade. Desta forma, o termo “diversidade geracional” ganhou sustentação e vem crescendo no meio empresarial.

A definição do termo é a seguinte: diversidade geracional é o nome dado a um conjunto de pessoas de diferentes faixas etárias que convivem em um mesmo ambiente.

O assunto não é novo, e mesmo com a pauta das políticas afirmativas em alta na sociedade, este grupo e outras minorias invisíveis que compõem o universo social têm pouco acesso a oportunidades concretas devido, muitas vezes, à análise parcial do candidato, sendo o caráter eliminatório; em muitas situações, relacionado a gênero, raça, orientação sexual, religiosa e outras denominações que os impedem de mostrar seu potencial e talento.

Felizmente, o pensamento plural vem sendo adotado no mercado e comprovadamente é um diferencial importante nos times dentro das organizações para obtenção de resultados e sinaliza para um aproveitamento maior de seniores em todos os aspectos, gerando uma consciência coletiva diferente, devido à variedade de perfis, hábitos e vivência de mercado mais abrangente e longeva.

Alguns destaques que reforçam a certeza em investir nessa geração madura são:

1. Exercem o trabalho com grande dedicação e responsabilidade.

Vontade de continuar ativo e poder apresentar ao mercado que os anos de vida agregaram bastante maturidade e comprometimento, quando o assunto é empenho e assertividade com o objetivo de proporcionar resultados acima da média.

Também acreditam que a valorização da oportunidade deve ser retribuída desta forma.

2. Possuem uma vasta experiência profissional.

Com o passar do tempo, os desafios da carreira desenvolvem um conhecimento tácito raro, utilizam a comunicação fluida como um trunfo e diferencial competitivo, aliado ao fato da enorme vontade em aprender que é facilitada hoje com o grande manancial de dados e informações disponíveis no meio, o que provê a atualização constante, sendo de grande importância dentro das equipes.

3. A importância da maturidade emocional nos dias atuais

A grande resiliência que os ilustres da terceira idade demonstram para lidar com problemas complexos e para encontrar soluções viáveis os torna integrantes valiosos para mudar o rumo das coisas.

Ademais, eles contornam obstáculos, reduzem conflitos com muita responsabilidade, habilidade, criatividade e melhoram a reputação da empresa, ajudando a transmitir uma impressão positiva e transformar a percepção da jornada dos seus clientes, que se identificam, admiram, apoiam e promovem empresas com atitudes inclusivas.

Além destas comprovações, a ciência e tecnologia têm contribuído cada vez mais para o aumento da expectativa de vida, tornando o indivíduo mais resistente, saudável e melhorando a inteligência cognitiva, uma tríade indispensável quando nos referimos a uma pessoa economicamente ativa.

Por último e não menos importante, é estratégico ter um RH qualificado e possuir as ferramentas corretas para conduzir o processo de avaliação e contratação deste profissional, que poderá contribuir significativamente nas empresas e desmistificar o preconceito tão latente em nossa sociedade quanto ao valor e mérito das pessoas da terceira idade.

Identificando o nível de consciência nas organizações

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Ao descrevermos o contexto histórico das formas de trabalho nas organizações, observamos que as relações de gestão e, principalmente, o comportamento e visão das pessoas dentro delas mudaram bastante, referindo-se aos modelos hierárquicos que impactam decisivamente a tomada de decisão e os resultados nas empresas.

No decorrer de décadas de estudo e experimentações, novos métodos surgiram e foram adotados e aplicados pela alta gestão no intuito de maximizar os resultados, mas, à medida que o tempo passava e os mercados se integravam cada vez mais, era necessário repensar toda a cadeia produtiva.

Os inúmeros experimentos de desenvolvimento em escolas do pensamento estratégico horizontais, em suas épocas, moldaram cenários, que qualificaram os modelos organizacionais que funcionavam bem para aquela situação específica, mas, comparando as empresas exponenciais atuais, podemos avaliar que muita coisa mudou evidentemente.

Os grupos sociais do pensamento subjetivo, mesmo sem organização lógica da otimização das tarefas e matriz hierárquica, onde tudo se originou, tiveram sua importância histórica desde o começo da civilização, até chegarmos à escola do pensamento científico e à sociedade contemporânea, que se notabiliza pelo avanço científico e tecnológico.

Atualmente, os estágios de desenvolvimento organizacional e suas fases de aplicação e valores definidos têm evoluído para um modelo em que a participação das pessoas em todo o processo é crucial para o êxito dos negócios.

Mesmo assim, ainda existem empresas que adotam modelos considerados defasados nos moldes atuais; contudo, elas ainda obtêm resultados representativos que mantêm sua continuidade.

Não há nada inerentemente “melhor” em estar num nível mais alto de desenvolvimento, da mesma forma que um adolescente não é “melhor” do que uma criança pequena. Entretanto, a verdade é que um adolescente pode fazer mais porque ele ou ela podem pensar de forma mais sofisticada do que uma criança pequena. Qualquer nível de desenvolvimento está bom; a questão é se esse nível de desenvolvimento está adequado à tarefa que temos nas mãos.

Nick Petrie

Citação extraída do livro Reinventando as Organizações de Frederic Laloux

Nota-se um distanciamento no que é praticado hoje no mercado, comparando-se aos métodos evolutivos e de autogestão com o cliente e as pessoas no centro.

Estes estágios presentes em cada empresa e vigentes do ponto de vista social tornam imperativa uma adaptação e desenvolvimento das soft skills, em que o cenário ideal é o pensamento evolutivo.

Inclusive, é a minha concepção mais eficaz para uma organização adotar em face do uso da tecnologia e seus benefícios, bem como das constantes alterações da gestão do trabalho, da participação cada vez mais estratégica das pessoas no processo decisório e de sua ampliação geográfica.

Apesar da visão racional e comportamental do propósito do indivíduo como agente decisor, boa parte das organizações aplica a gestão pluralista, o que pode ser conceituado como um modelo em transformação, sendo mais aceitável do que os modelos anteriores.

O que demonstra claramente, fazendo uma analogia à teoria da evolução das espécies, que a mudança e adaptação são imperativas, ainda mais se aplicarmos as características da transformação digital na alteração estrutural nas organizações.

Este movimento, que busca estabelecer novos caminhos dentro das organizações, tem propensão a conceituar um novo marco para criar soluções mais aprimoradas para seus consumidores; assim, devem ser aplicadas incessantemente, contudo, de maneira escalonada, em que a revisão sistemática dos processos deve conter bastante esmero. Desta forma, é possível contribuir e construir um ambiente empresarial mais isonômico.

Meus ativos e limites pessoais

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A vida de uma pessoa ao longo da sua trajetória encerra diversas passagens interessantes, dependendo das atividades realizadas, seja na vida corporativa, empreendedora ou mesmo uma atividade altruísta.

Sempre iremos nos ocupar e desenvolver habilidades congruentes com nossos interesses e afinidades que naquele estágio da vida, nos pareceu mais indicado e que foi, fruto de nossas escolhas.

Em minha trajetória, desempenhei diversos papéis em setores administrativos, operacionais e tecnológicos, sempre buscando o aprendizado, inerente às atividades e à evolução na carreira.

Ao atingirmos certo grau de maturidade na carreira, já com uma idade fora dos padrões aceitáveis do mercado, os rótulos inevitáveis começam a fazer parte do dia a dia profissional, em que o paradigma da progressão natural do trabalho começa a dificultar sua ascensão.

Isso é comum e carece de uma explicação convincente, infelizmente, já que nesta fase o profissional encontra-se em plena capacidade de produção cognitiva e tem muita vivência para compartilhar e agregar.

Atualmente, analisando e acompanhando meu desempenho, observo que a mesma energia, interesse, agilidade no aprendizado e sua aplicação prática com foco em resultado estão bem explícitos em minhas ações de forma pujante e constante.

Essa constatação está longe de ter uma conotação narcisista, pois temos a tendência de sermos tolerantes e pouco críticos em nossas autoanálises; contudo, os depoimentos dos pares e superiores diretos e mesmo daquelas pessoas que conviveram esporadicamente já observaram essas características, bem como os pontos de melhora e deficiências.

A teoria das inteligências múltiplas presentes no meu perfil, as quais identifiquei e procuro aprimorá-las, são evidências de que estou no caminho certo, a mesma coisa relativa aos projetos que participei, que deram resultado, e aos que não deram resultado, mas contribuíram para moldar uma mentalidade mais robusta e experimentada para o atingimento dos objetivos e da manutenção profissional para atingir a excelência.

Os limites impostos com a passagem do tempo pouco me afetaram durante a minha jornada de vida, uma vez que, em todo esse tempo, procurei manter uma saúde mental inabalável para continuar ativo e produtivo, melhorando a cada dia como ser social.

Quanto ao ciclo de vida profissional, ainda se referindo à implacável ação do tempo, podem ser exercidas sem problemas e de maneira contínua porque tenho uma vida regrada, prática habitual de exercícios físicos, herança da vida de atleta, dieta natural equilibrada sem excessos e sem vícios degenerativos, o que me qualificará a ter um desempenho muito acima da média daqui em diante, durante anos de vida ativa.

Estou pronto e apto para as mudanças inexoráveis que ocorrerem porque esta é a postura que devemos ter para atender às demandas do mercado e da vida, com flexibilidade e humildade para praticar a escuta ativa, refletir, colaborar e buscar as respostas.

Soft Skills e o mercado de trabalho

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A importância das habilidades comportamentais é uma realidade e uma exigência consolidada nos processos de recrutamento e seleção, mas encontrar o perfil de candidato ideal continua sendo uma tarefa intrincada porque o mercado de trabalho sofre alterações a todo o instante; portanto, é necessário conceder um tempo para a adequação do profissional.

Isto pode ser atribuído aos avanços tecnológicos e à crescente exigência do padrão profissional do indivíduo, para se adequar às demandas do cenário global dos negócios.

A habilidade mais proeminente está relacionada às soft skills, que são um conjunto de características comportamentais observadas nas pessoas, muito valorizadas nas empresas.

E o colaborador que consegue performar em mais de uma habilidade tem grande relevância e destaque nos times que participa.

As soft skills estão relacionadas com a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, um estudo que mapeou e definiu estas características no ser humano.

Durante minha trajetória profissional, desenvolvi algumas que já eram inatas e aperfeiçoei outras em ambientes e épocas distintas da atual, nas quais, em alguns episódios, utilizei as referidas inteligências isoladamente ou em conjunto num determinado momento ou projeto em que eu estava inserido.

Elas todas contribuíram decisivamente para ter uma compreensão mais clara do meu momento como profissional atualmente. 

Das inteligências múltiplas elencadas, possuo as seguintes: verbo-linguística, interpessoal, intrapessoal, corporal-cinestésica e musical.

Analisando a minha jornada até aqui e o que vem pela frente em relação a tecnologias disruptivas e emergentes, temos que aprender a reaprender constantemente para que possamos continuar atuantes e valorizados no mercado, seja empreendendo ou trabalhando em alguma corporação.

Eu procuro me atualizar constantemente nas minhas áreas de atuação: tecnologia, gestão e CS e outras tendências do mercado. A transformação digital tem reforçado esta constatação, sobretudo a longevidade do ser, que está intimamente relacionada ao lifelong learning.

Acredito que este seja o ponto de destaque para uma carreira plena com mais qualidade de vida e relevância profissional.

A distopia da liberdade

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Um dos maiores desafios do ser humano é, de fato, encontrar a liberdade plena, algo que buscamos há muito como civilização e tentamos captar num esforço cognitivo tremendo, procurando interpretar o seu significado, sua veracidade e existência.

Esta busca incessante com o intuito de comprovar e sentir este estado de independência parece nos aprisionar cada vez mais em uma sociedade dita como moderna tecnologicamente e repleta de simbolismos de status e individualidade que, ao mesmo tempo, cerceia a privacidade e a autonomia.

Em toda a nossa existência terrena marcada pelos períodos históricos de opressão dos conquistadores e sua saga de dominação e subjugo populacional, a humanidade conseguiu encontrar um meio de desvencilhar-se do cativeiro social imposto e conquistar uma condição de dignidade e civilidade, isto é, claro, após muitas batalhas e guerras para alcançar seu intento, algo irracional e inaceitável. 

Hoje podemos afirmar que todos os avanços em proporcionar direitos igualitários aos povos ainda estão muito distantes do conceito real e genuíno de liberdade em sua essência libertária única de soberania individual.

Os exemplos diários de atentados contra minorias e grupos sociais que reivindicam seus direitos constitucionais, supostamente garantidos por lei, sendo ignorados, reforçam o discurso peremptório e clamam por políticas e ações afirmativas de equidade e reconhecimento meritório, algo que parece inalcançável e utópico, apesar dos avanços neste sentido.

Ao refletirmos a respeito destas questões e procurarmos encontrar respostas e subsídios sustentáveis para um entendimento racional, podemos afirmar também que ser livre, apesar das amarras virtuais, é um posicionamento deveras emocional e, mesmo assim, pode ser exercido por qualquer um, ainda que perdurem modelos sociais predefinidos e estabelecidos.

O homem busca encontrar o mundo ideal para exercer a liberdade como entendimento filosófico entre o individual e o coletivo; entretanto, ao percorrer essa jornada, ele terá consciência de que os obstáculos no caminho são, na verdade, lições valiosas para a sua evolução constante e perpetuação da sabedoria que o libertará primeiramente em sua mente, moldando-o e transformando a sua essência para, enfim, atingir a plenitude.